quinta-feira, 14 de dezembro de 2017



Cingistes o tempo
de lirismo em plena tarde
e dos meu olhos inebriados 
escorreu lume...
Quanto mais vejo e admiro tua arte,
mais extasio e entonteço
sem ciúme.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017


Vazada por alta luz a tarde se entrega aos meus olhos.
A Lagoa abre os braços pra me guardar de novo.
Sento na sua primeira margem imitando o Roberto.
...”e toda vou me entregar. 
Começo, meio e fim... e a minha cuca ruim”.
Um tucano voa perto, uma garça desfila silenciosamente e, os "quero-quero" sempre arengueiros, implicam com minha presença.
Mas é o Belchior que me desperta:

“ É hora do almoço...
Ei, moço!"

...volto correndo. Acabou o tempo!

domingo, 29 de outubro de 2017





Tem gravura de sol
de estrela do mar
mania de espalhar modos
que incidem mistérios...
Eu fico escutando um violino chorando longe
e penso na outra claridade que avança
azulando até as cercas de arame farpado

numa doçura santíssima!

Foto de Maurici Dasmaceno




Marcou-me com ponto cruz
flores de maio
e auroras temporã
os topázios
o crepúsculo
os livros de Manoel de Barros
as modas de viola
a bala de hortelã...
permanecem intactos
no alfazemar dos acordes mais dócil.
Basta descuidar um tiquinho de nada
teu semblante me pega, me pega de novo
mesmo quando há visita


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terça-feira, 24 de outubro de 2017


Das gavetas
ainda escapam lembranças
cheias de esperteza sonora
florata 

com leve cheiro de vick e própolis
malemolência fatiada no frasco do tempo
apropriadas e faceiras
como cantiga de vento
vão-e-voltam...


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Algumas manhãs chegam conduzidas por amargores desesperantes.
Tão altos que emperram a passagem do verde mais calmo.
É óbito, é pânico, é câncer, é falta de emprego, de óleo e cebola para dourar o arroz, é excesso de preconceito, de vaidade e de ruindade mesmo!
O fogo do desassossego dos inocentes também ardem nos olhos da gente. As barbáries nos cortam a fala, comprimem o peito, ressecam os planos.
“Tende bom ânimo”.
Eu tenho, Jesus! Mas algum estoque de força parece envelhecida demais. Aloja-se na carne o desatino do amor precário, da confusão, da cegueira.
O peso dos acontecimentos falta pouco enfartar a veia por onde corre os sonhos.
Chega a hora do almoço resolvo bordejar no meu local de trabalho, andar pelo verde que ainda nos resta.
Primeira parada; com a equipe de técnicos e alunos da escolinha de futebol, plantamos um pé de abacateiro.
Segunda parada; um respiro debaixo do bambuzal onde o casal de quero-quero me olham com desconfiança.
Terceira parada; visita ao velho e tão amado pé de pau-brasil. Debaixo de sua sombra generosa e farta, sentei-me emocionada e desobrigada. Coisa mais linda alarmando-se inteiro!
Havia três anos que ele fazia greve de flor. Ficou amuado, emperrado feito prego que não serve pra nada. Este ano se capacitou no mais alto grau da primavera. Desandou-se à florada. Está impossível! Seu perfume estende-se pela avenida dos bancos, corta a praça, entontece o pica-pau, desnorteia as abelhas mais sãs. Entusiasma os grilos obtusos e desvanecidos para o amor.
Tirei várias fotos com o celular capengando com bateria sempre no trisquinho final.
Sequei os olhos na barra da blusa.
Minha alma teima em sofrer de esperança.
“No mundo tereis aflição, mas anime-se”!
Nunca se mire no exemplo das mulheres de Atenas.
Ele venceu o mundo!

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Você pode até não se maravilhar.
Sua tristeza insiste e, em mim também se guarda.
Mas quando lembro que Ele acalmou a tempestade com um mandado.
Ressuscitou um morto com um chamado e, direcionou a história do mundo com a vida. 
As alegrias me voltam,
a esperança me cabe 
e as miudezas desconvidadas se vão com os voos das maritacas.
Não permitamos que nenhuma mazela se interponha, que nenhum preconceito nos oprima, que nenhum acontecimento nos afaste da única e soberana fonte!
Ótima semana.
Cheiros de bem e afagos lícitos!
Jesus nos guarde, alente, alivie, nos propague.

Foto linda de Paulo Baldi

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Cura urgente para a síndrome do pânico.
Para o câncer e esquizofrenia.
Para a alienação, imprudência, fome e heresia.

Cura imediata para a depressão, alzheimer, corrupção, bulimia.
Para a preguiça, parasitismo, religiosidade e hipocrisia.
Cura-te!
Larga essa cegueira espiritual na beira do poço e caia na água que fornece vida. "Vida abundante".
O infiel é aquele que não faz.
Rompe o contrato com a verdade e
perde a ternura do seu foco.

segunda-feira, 24 de julho de 2017


Eu não conhecia direito, alguns cuidados 
tua luz, tua voz, sorriso e acolhida
eu andava no mundo dos sublimes
até que o medo invadiu a minha vida

veio a morte anulando todo o sonho
toda a sorte, certezas e projetos 
afogada por um mar de desenganos
recorri ao teu colo por decreto

Me tirastes da ala hospitalar 
com seu hálito soprou minhas feridas
aguou meu coraçao desidratrado 
aquietou as aflições desenvolvidas.

Devolveu-me o sonho e quietude
protegeu-me das tormentas e ventania
me cercou de propósito cuidativo,
de amigos, de esperança e dignia.

domingo, 9 de julho de 2017

Essa graça intensa, essa força viva
esse acalanto tão pleno e tão certo
livra-me de ser serva, imprópria e cativa
tudo que mais quero é lhe ter por perto.

Aviva meus sonhos, abre mais caminho
desemperra portas, me acolhe e me acalma
quando o salobro é mais que o carinho
chega e suaviza toda a minha alma.

Deixar-te não posso, não vejo motivo
não tenho outro jeito de ser consolada
amor abundante e nunca oblativo
unção que preciso pra ser melhorada.

domingo, 4 de junho de 2017


Aboliu minhas dívidas 
dilui os meus medos
visitou meus cômodos mais secretos
postergou meu degredo.
Escreveu no seu livro o meu nome completo
e calcou no meu cálice vinho demi-seco.
Não falou a palavra crepúsculo
não me deu um abraço nem sonhos de valsa
só confiou-me os topázios mais alto,
as perobas do campo
e doçuras perpétuas.
"As muitas águas não poderão apagar esse amor
nem os rios mais cheios irão afogá-lo"

segunda-feira, 20 de março de 2017


De ontem

Desce um eito de água franciscana
marejando-me os olhos e a alma
coração sertanejo não se acalma
faz barulho de boiada no meu peito
alegria transbordou não teve jeito
vejo a seca morrer bem afogada
só quem anda na estrada empoeirada
entende o porquê do meu deleito.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017




Era uma orquídeazinha quase morta
só com duas folhas, sem perfume
deprimida por sentir tanto ciúme
da begônia que namorava o crisântemo
a levei com cuidado para um canto
e a deixei no tronco do manacá
dei-lhe água encorajei-a a superar
toda dor que lhe despertava o pranto
hoje a Ciça me chamou sem muito espanto​
apontando o cacho cheio de flor...

Tudo aquilo que tratamos com amor
resplandece, fica cheio de encantos!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Chegaram timidamente.
Ao clarear da terça-feira algo diferente acontecia.
Um desconforto palpável abaixo das costas, descendo "pros quartos", como dizia minha avó.
Pensei que fosse devido aos baldes de água reutilizável que apanhei da máquina de lavar para limpar a frente da casa e a área de serviço no final de semana.
Lombalgia se trata com pouco esforço, pensei comigo e voltei ao serviço sem exagerar.
Não adiantou. Fisgadas de parto normal envergava as entrelinhas de minha alma.
Dor. Dor. Dor.
Brisa, minha filha, no alto de sua sabedoria juvenil pediu para fazer uma massagem e advertiu:
Isso não é lombargia, mãe! É rins inflamado!
Pois era mesmo. A nefrologista estava sem brecha na agenda para me atender este mês. Mas o Clínico atestou.
Buscopan composto e soro foi mesmo que licor e amendoim.
Lembrei-me da minha mãe com suas receitas caseiras e curativas.
Água com limão e lasquinhas de gengibre antecipa a eternidade, ela sempre nos receitou.
Enchi várias jarras e copos. Bebi sem moderação.
Ontem não conseguia caminhar. Hoje danço até um forró.
A sabedoria carece de dor para crescer.
Não deixem de consultar um médico.
Beijo'Z no coração, cheios de razão terapêutica.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O trauma dos Aniversários

Na primeira infância não entendia aquele desafio ano após ano.
Intrigada de véspera apelava para os avós e tias mais próximas. Nunca alcançava a resposta certa. 
Minha mãe ficava bruta com minhas perguntas exaustivas.
Somente Tia Maria respondia-me num monólogo perpétuo:
- “Foi promessa”.
- “Promessa de quê, Tia? Promessa pra quê, Deus do Céu”?
Insistia com meus os olhos chorosos, sofrendo amiúde pelo cheiro da pólvora e o barulho dos fogos.
Nenhuma resposta vinha. Tia Maria silenciava sem dar brecha para eu esticar o assunto.
Todo dia Vinte e Três de Janeiro era a mesma coisa.
Meu pai soltava dúzias de foguetes enquanto minha mãe rezava um terço e cantava com toda a vizinhança uns hinos de agradecimento.
Eu morria de vergonha. Alheia e indisciplinada tentava fugir dos abraços. Depois do foguetório e da novena sempre era servido um café ou chá de canela com bolo de travessa, bolacha preta, doce de batata e broa de fubá.
Essa era a parte que eu mais gostava nos aniversários.
Com o agravamento do alcoolismo do meu pai e a depressão de minha mãe cessaram as rezas e o foguetório.
Nessa época eu tinha mais de dez anos e Jesus já era meu ajudador!
Trinta e sete anos passaram. Há duas semanas conversava com minha Tia Maria.
Refiz o interrogatório da infância e ela pacientemente contou-nos sobre a primeira filha de minha mãe. Eu não sou a primeira da prole. Nascera uma menininha antes de mim que veio a falecer num acidente depois do primeiro aniversário.
Com mais medo da morte assim que a mãe descobriu-se grávida, tratou logo de fazer um propósito muito comum na sua fé católica. Todo aniversário meu seria comemorado com reza e foguetório.
Deve ser por isso que evito sempre o alarde aniversariante.
Até hoje sofro com barulhos de fogos.
Sou grata a Deus pela vida. Sou até bem feliz. Tenho saúde, uma família linda e amigos amados.

Alegrei-me hoje por cada mensagem e desejos de bem.
Cada gesto de afeto e bondade.
Aprendi que todas as manhãs a gente aniversaria e quando se tem amigos por perto também se tem revoadas de anjos e ótimas garantias.
Sobre a dureza do tempo que nos envelhece, conservemos a poesia dos afetos sem anúncio de padecimento.
Para Todos, minha sincera gratidão e amorosidade.
Com beijoz sagrados serenados pelo melhor orvalho do Jardim de Deus.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016




É certo não estás aqui.
É certo não vais voltar.
Mas confesso o que é mais certo:
Para sempre irei te amar.

"Mãe, me dê um cachorrinho!
Pai, me dê por caridade"!
E sorrindo nós dizíamos:
"Só com a maioridade".

Agora tem vinte anos
Nunca mais pediu um cão.
Vive toda empolgada 
Com a sua plantação.

Mas quando ver um bichano
Abre o riso, seca a testa
Todos correm pro seus dengos
Ela os agarra com festa.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016



Quando  o essencial manifesta-se  com disposição fraterna eu  cuido das flores de cor alegre que comprei pra sala. Arejo o quarto que o Poeta  gostava e escuto  as músicas que nos fazia rir.
Ligo para a minha mãe, para os irmãos, para a sogra e para algumas amigas silenciosas que outrora, insistiam em dizer que alguns momentos ganhavam consistência de bons sonhos, quando estávamos juntas.
Ressaltei a todos o quanto sou feliz por tê-los em minha lembrança, em minha vida e  amor diário.
Essa pausa de trabalho no meio da semana nos mostra que é bom viver em estado de gratidão. Assim Deus acontece todo dia.
Que tenhamos mais dias de folga e folguedos para ficarmos com os nossos amores.
Que possamos regar as sementes solidárias da permanência e oferecer flores para os que nos cercam de cuidados, nos acolhe, nos surpreende e querem  o nosso bem.
Que a religiosidade não se instale no nosso coração permitindo os lampejos da confusão nem a marcha pelas veredas enganosas de morte.
Que ao  invés de palavras repetidas exaustivamente para nossos mortos e, potes de rosas deixados sobre túmulos tristes possamos oferecer abraços apertados para nossos vivos, frases de ternura, cantigas de infância, suco natural com pão-de-ló e boas risadas.
Lembrá-los que ainda é primavera, que para o amor nosso coração nunca estará desprevenido e, saudade sem remorso e sem dor é como ver arco-íris no céu, por uma janela que canta. (02/11/2016)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016



Deus pôs no céu o arco-íris e no meu coração uma palavra selada: AMoR.
Amor doce feito pão- de- ló.
Amor de carta-poema.
Amor simples feito grãos de arroz.
Amor eterno como as estrelas.
Lúdico como brinquedo e lindo como criança.
Feliz Outubro!

sábado, 1 de outubro de 2016

Por três anos ela habitou num porta-orquídea feito de casca de paus que ficava em cima do medidor de energia elétrica na entrada de nossa primeira casa.
Em outubro de 2014 decidi fixá-la por entre os galhos do manacá de cheiro.
Naquele ano amuou-se.
Fez greve de flor.
Ficou emperrada feito prego triste.
Ano passado, menos deprimida, nos ofereceu duas cápsulas medrosas e sem nenhuma boniteza.
Firmei cuidados sem tecer elogios.
Semana passada lhe dei água com o coração em pulos!
O vento que derrubava os pimentõeszinhos mostrou-me esse cacho fechado se dependurando com sisudez mínima.
Hoje toquei o cacho com amor indizível e fotografei.
As belíssimas alegrias retornaram.
Poeta que não gostava de comprar flores, numa segunda -feira do mês de janeiro de um ano bem longe, ao me ver entrando em casa depois de um dia denso de trabalho, levantou-se do sofá, pegou um arranjo que descansava na caixa de som e me entregou risonho com poucas palavras:
- "Pra tu, foi o Boy quem deu"!
Obrigada, Boy!
As belíssimas alegrias retornaram e eu continuo escrevendo no caderno de capa dura bem apresentável que a Thaís me deu.
Um cheiro em TOdos!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Gotejo nesse ardor adotivo e incauto
espécie de noite morosa e cativa
mesmo sem traquejo esbarro nos teus guardados
nos pomares caseiros cheios de tuas cores e oferta lunares.
Nessas horas de que adianta o pessegueiro em flor, as amoreiras carregadas e esses ipês enfileirados tão cheios de ouro...
que adianta?

quinta-feira, 18 de agosto de 2016



Fiquei muito animada
Com a minha descoberta
Nessa vida de leitura
Pesquisa e benção profética
Descobri por A mais  B
Que Jesus era um poeta

E era um poeta hippie
Quase nômade, sem parada
Não gostava de sapatos
Nunca viu uma espingarda
Não penteava os cabelos e
Comia pão com mostarda

Mas falava tão bonito
Era uma eloqüência só
Andava por vales, montes
Desertos e cafundó
E onde Ele parava
Era uma alegria só.

Todos queriam tocá-lo
Pedir bânção, pedir cura
Jesus atendia a todos
Sem cara de amargura
Depois chamava os discípulos
E iam comer rapadura

Na noite da tempestade
Ele não foi se deitar
Foi decorar o poema
Que tinha que recitar
Para apascentar os ventos
E os amigos encorajar.

Lá no poço de Jacó
Ele também declamou
Pra moça samaritana
Que por fé acreditou
Provou da água da vida
E sua vida restaurou.

Esse poeta Jesus
Esse Galileu amado
Caminho verdade e vida
É mesmo muito adorado
Por Ele dobram-se joelhos
E Deus é mais exaltado.

Passei no vale da morte
Pisei no Brejo da Cruz
Mas minha alegria transborda
E minha estrada tem luz
Em tudo Ele me socorre
Como te amo, Jesus!

Whats


A Presença Inconstante do Pai na vida dele enternurou a  conduta de sua permanência e delícias.
Ele não se extraviou das formas suaves do afeto para com a filha.
Estava sempre perto. Estendendo a toalha para o café, esquentando a sopa, checando o medicamento, a quantidade do vale transporte, deixando-a dormir “só mais um pouquinho”.
Abraçando-a sem abreviar o choro quando a emoção se avivava.
E ela, de prontidão o esperava chegar do trabalho todas as noites.
"Pai vem ver meu vestido, a música que tirei, a foto que achei. Vem ver meu fichário, Pai!”
Ele ia. Mesmo cansado do labor diário, sempre tinha  uma escuta, uma piada, um comentário de humor, um minutinho a mais.
Ela guardava  pra ele todas  os acordes, os segredos de menina, os acontecidos de viagem, os caprichos e o dom de amar de forma ampla e compensativa.
Para ela a palavra dele valia   mais que um devocional  apostólico.
Nada trincava  quando ele estava  por perto. Era  a valia preciosa, o senso cuidadativo, a certeza que endossava a risada mais sonora. A bondade que alimentava as borboletas.
Quando pequenina, escondida, escrevia o nome dela nos bilhetes de amor que eu fazia à ele. Descobríamos o delito afetivo  e sorríamos os três.
Hoje ela não pergunta mais por que a noite às vezes fica violeta, nem o motivo de    Deus  ter escolhido levá-lo  tão cedo.
 Procura no álbum de fotografias antigas, uma foto dos dois, abre um livro de poemas,  escolhe um  bem bonito  que a gente preferia e posta no Face.
Passa o domingo silenciosa.  Desiste de ir à igreja comigo, alega que as homenagens  sempre trazem  muitas lembranças e pouca alegria.
Vai para casa de pessoas queridas onde tem aniversário e cantoria. As 21h vou buscá-la. Percebo sua voz emotiva, questiono o acontecido, e  ela responde com olhos marejados:
“Mãe, homenagearam o avô do Gabriel com a música do Fábio Jr., e eu chorei litros”!
Fiz silêncio. Exige-se longo tempo e paciência para entender uma ausência. Cada dia descubro que pra ela há, há sim outra palavra mais doce que o mel...
PAI
“pode crer
eu tô bem, eu vou indo
tô tentando vivendo e pedindo
com loucura pra você renascer...
Paaaaaaai!”